Berlim é um prato cheio para quem se interessa pela Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria. Mas lógico que você não vai encontrar só isso por lá.

Quer saber mais? Acompanhe na sequência um pouco mais da nossa história nessa linda, histórica, moderna e interessante capital da Alemanha.

 Novembro de 2015

 

Nossa trip pela Europa estava chegando na sua última parada. Depois de Frankfurt, Rothenburg ob der Tauber, Munique, Hallstatt (saiba mais), Viena, Brastislava, Budaspeste, Cracóvia, Wadowice e o Campo de Concentraçao de Auschwitz (saiba mais), Praga e Desdren em um final de tarde nublado e chuvoso chegamos mega empolgados por termos a oportunidade de conhecer a mundialmente famosa Berlim.

No outro dia bem cedo começamos a nossa aventura. Ficamos em um hotel que dava para fazer a maior parte das atrações e pontos turísticos a pé mesmo. 20 minutos de caminhada e chegamos na maior e mais fotografada Igreja de Berlin:

Berliner Dom

Construída entre 1894 e 1905, bombardeada na segunda guerra, reconstruída pelo governo da Alemanha Oriental em 1975 e solenemente aberta em 1993 o seu exterior e interior valem a pena serem explorados.

Ao redor da Catedral você vai encontrar alguns museus e praças

 

Conhecer seu interior vale muito a pena e você ainda terá a oportunidade de subir no seu topo para ter uma bela vista de Berlim, ao fundo a famosa Berliner Fernsehturm (torre de radiofusão)

Nossa caminhada continuou, de maneira tranquila com paradas e fotos por todos os lugares, cafézinhos e compra de lembranças. Ao final de uma longa avenida chegamos no mais famoso Cartão Postal de Berlim: O Portão de Brandemburgo.

 

O Portão de Brandemburgo marcou a divisão entre o leste e o oeste de Berlim e hoje é o símbolo da reunificação

Ao passar por ele você vai encontrar dois pontos interessantes. A sua direita estará o  moderno Parlamento Alemão – Reichstag e a sua esquerda o Monumento do Holocausto. A frente o imenso jardim Tiergarten.

Essa avenida (de nome muito complexo para tentar escrever) corta o Jardim Tiergarten.

 

Reichstag

O prédio do Reichstag é associado com importantes momentos da história da Alemanha. Em 9 de novembro de 1918, de uma de suas janelas, o político Philipp Scheidemann proclama a República na Alemanha. Na madrugada do dia 27 para 28 de fevereiro de 1933, quatro semanas após Adolf Hitler ter sido nomeado chanceler, o  prédio pega fogo sob circunstâncias misteriosas que nunca foram esclarecidas. O fogo destruiu totalmente a sala do plenário e a cúpula do Reichstag. Este incêndio foi usado como pretexto pelos nazistas para iniciar a perseguição aos seus oponentes. Em 30 de abril de 1945, após Berlim ter sido tomada, uma bandeira da União soviética é hasteada por um soldado no telhado do Reichstag para simbolizar a vitória sobre os nazistas.

A foto que marcou a derrota da Alemanha em 1945

Após a Segunda Guerra, no período de separação da Alemanha, a capital da Alemanha Ocidental passou a ser a cidade de Bonn para onde o governo foi transferido.

Após a reunificação da Alemanha em 03 de outubro de 1990 foi decidido que o governo e o parlamento voltariam de Bonn para Berlim. Isso resultou em uma nova restauração que foi iniciada em 1995 e concluída em 1999.

O interior realmente é muito bonito e possui várias fotos e curiosidades sobre a história do parlamento

Seguindo nosso passeio chegamos ao Memorial do Holocausto que é dedicado aos seis milhões de judeus mortos durante o regime nazista. O memorial foi construído numa área de 19.000 metros quadrados que antes fazia parte da “faixa da morte” quando o muro de Berlim existia. O monumento consiste em 2.711 blocos de concreto cinza escuro, quase preto, distribuídos em fileiras paralelas sob uma superfície ondulada. A intenção do arquiteto era  representar um sistema supostamente ordenado que perdeu o contato com a razão humana.

Memorial do Holocausto

Nas redondezas paramos para almoçar e não podíamos deixar de provar um dos mais famosos pratos da Alemanha:

O Chucrute! Uma salsicha bem temperada que vai combinar perfeitamente com as Cervejas de extrema qualidade servidas por lá

Agora atenção, saindo da região do Memorial do Holocausto em direção ao Check Point Charlie você vai ter a oportunidade de passar pelo estacionamento abaixo:

Mas que local é esse?

Aqui é o local onde, de acordo com os relatos históricos, em 30 de abril de 1945 Hitler se suicidou. Führerbunker (em português, “abrigo do líder”) é o nome do complexo subterrâneo de salas em Berlim onde Adolf Hitler passou as últimas semanas do regime nazista. Você vai encontrar apenas um pequena placa indicativa. Ele é propositalmente pouco divulgado para evitar a peregrinação de Neonazistas ou simpatizantes. Estar ali naquele momento é algo realmente notável para quem curte história, principalmente a da Segunda Guerra Mundial.

Uma única placa para representar tudo o que significa este lugar

Andamos um pouco e saímos da Segunda Guerra Mundial momentaneamente para conhecer mais sobre o período da guerra fria. Chegamos então ao Checkpoint Charlie.

CheckPoint Charlie

O Checkpoint Charlie era um posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental durante a Guerra Fria. O Checkpoint Charlie se localizava na junção das ruas Friedrichstrasse com Zimmerstrasse e Mauerstrasse, ligando o setor americano com o setor soviético.  Após a construção do muro de Berlim, as autoridades da Alemanha Ocidental construíram este posto para servir como um ponto de controle para registrar a passagem de membros das Forças Aliadas e diplomatas estrangeiros entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental.

Você vai encontrar aqui um museu de mesmo nome muito interessante sobre o cotidiano e acontecimentos da época.

Feito o “Check” no Checkpoint (foi engraçado vai..) seguimos para um museu imperdível sobre tudo o que foi o Nazismo. Ao lado dele ainda tivemos a oportunidade de bater um foto com parte do Muro de Berlim que havia sido mantido intacto.

Muro de Berlim
Topographie Des Terrors – Museu que você não pode deixar de ir

A Topografia do Terror é um museu, ou como também pode ser chamado em alemão, um dos diversos Erinnerungsorten (“locais de lembrança” ou memorial) que existem em Berlim e que documenta e mostra os horrores praticados pelos nazistas, mostrando às gerações atuais e futuras tudo que aconteceu e não deixando assim que estes crimes e atrocidades caiam no esquecimento. Ele foi construído sobre a antiga sede da polícia secreta Nazista (Gestapo).

Campo de Concentração de Sachsenhausen

No outro dia bem cedo, a 35 km de Berlim, visitamos nosso segundo campo de concentração da viagem. Este tinha uma proporção muito menor que o de Auschwitz, mas a visita também valeu a pena pois sua estrutura estava praticamente toda de pé e existiam coisas muito interessantes nos “blocos/museu”.

Corredor de uma das prisões

 

Banheiros Coletivos

Os ingressos podem ser comprados na hora mesmo e existe sistema de áudio em Português para você acompanhar todos os detalhes.

Feito este passeio fomos aproveitar nossa última tarde em Berlim.

Igreja Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche ou simplesmente Gedächtniskirche (dá para decorar fácil né?)

A torre desta Igreja foi extremamente danificada por bombardeios durante a Segunda Guerra e não foi restaurada de propósito para lembrar a destruição causada pela guerra.  O complexo da Gedächtniskirche inclui não somente as ruínas da igreja, mas também a nova e moderna igreja construída ao seu lado.

Contraste

A igreja nova ao lado foi desenhada por Egon Eiermann e sua construção começou em 1959. Foi  inaugurada no dia 17 de dezembro de 1961. É compostas de várias partes que foram construídas ao redor da antiga torre, a torre do sino é hexagonal, enquanto o salão atrás da igreja e a capela são retangulares. Suas paredes são compostas por mais de 20.000 quadrados de vidro, na cor predominantemente azul.

Lindo não?

Nessa tarde ainda deu tempo para passar em um Museu de Cera da Madame Tussauds bem perto do Portão de Brandemburgo. Foi um momento de descontração no meio de tanta história e muitas vezes lembranças tristes.

Duas horas nesse Museu (existem vários no mundo) vale a pena. É divertido e você pode fotografar tudo. Agora ir para o “lado negro da força” é uma opção muito pessoal…
Última foto em Berlim

Realmente a foto estava tremida e foi tirada em movimento. Mas fizemos questão de coloca-lá pois marca um momento de nostalgia e tristeza em ter que deixar um lugar tão intenso e fascinante. Uma grande trip pela Europa chegava ao fim e ter colocado Berlim como última parada não poderia ter sido melhor.

Sentir e ver ao vivo um pouco de fatos tão marcantes de nossa história vai deixar com certeza você uma pessoa mais completa e sábia. Alemanha por si só é encantadora e BERLIM é a cereja do bolo pela qual você terá pensamentos apaixonantes pelo resto de sua vida.

 

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Até Breve

Viajantes, Investidores, Apaixonados um pelo outro e pelo Balbo.

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